Chamada CNPq n° 49/2024 – Pesquisador Visitante. As cidades enfrentam o aumento das temperaturas devido ao efeito combinado das mudanças climáticas e da urbanização, sendo a exposição prolongada a temperaturas elevadas um risco à saúde. Ambientes naturais de refúgio nas situações de calor, os parques urbanos são estratégicos para a resiliência de ambientes urbanos à eventos climáticos extremos. Contudo, a diversidade climática e as características locais exigem estudos específicos considerando a amplitude térmica, a oferta de sombra e insolação, a percepção térmica dos usuários e sua relação com o ambiente do parque, além do potencial de mitigação do calor e abrigo térmico. Além disso, grande parte dos estudos de conforto térmico em parques urbanos estão concentrados em climas temperados ou frios, assim como, a principal fonte de dados microclimáticos dessas investigações é baseada em coletas realizadas em estações ou pontos fixos. Assim, o conforto térmico em áreas verdes urbanas será investigado a fim de identificar associações entre variáveis microclimáticas, características morfológicas, variáveis fisiológicas e a percepção dos usuários, por meio de uma abordagem dinâmica com tecnologias portáteis de monitoramento ambiental. A pesquisa proposta, além de realizar a investigação em dois climas distintos no Brasil, será desenvolvida utilizando equipamentos portáteis de monitoramento climático de baixo custo, como a “mochila bioclimática PLEMS” (Krüger et al., 2024). Medições ao longo de trajetos permitem captar a dinâmica das variáveis microclimáticas, possibilitando a correlação entre os dados objetivos e as percepções subjetivas dos indivíduos em diferentes percursos e níveis de atividade metabólica. Alinhado ao conceito de exposoma, o estudo integra múltiplas dimensões da exposição ambiental e suas relações com saúde e bem-estar. Os resultados podem apoiar o planejamento e a gestão de parques e praças como refúgios térmicos, promovendo cidades mais sustentáveis e resilientes.
Projeto aprovado na Chamada CNPq/MCTI N 10/2023 – Faixa B – Grupos Consolidados – Universal 2023. Projeto vinculado aos planos de trabalho submetido à PROPESQ/UFPB, com a aprovação de duas bolsas de iniciação científica CNPQ/UPFB – a primeira no ciclo 2023/2024, a segunda no ciclo 2024/2025. Instituições: Solange Leder (coordenadora), UFPR, UTFPR, UNICENTRO, UFERSA, IFPB, UFCG. Resumo: A hipótese é de que trabalho remoto tem sido realizado sob condições ambientais inadequadas, com efeito deletério no bem-estar e na saúde dos trabalhadores. A atividade remota pode ainda representar aumento no consumo de energia, superando os benefícios da flexibilidade. A pesquisa é motivada pela carência de dados a respeito dos ambientes de trabalho domiciliares. Com a pandemia da Covid houve aumento significativo do trabalho remoto, uma condição emergente sobre a qual é necessário conhecer as características ambientais, o grau de improvisação e o nível de satisfação dos trabalhadores. Dados sobre as condições ambientais do trabalho remoto são escassas. Uma das razões é o seu caráter privado, isolado do olhar externo, além dos custos e dificuldades operacionais, pois o ambiente residencial mobiliza equipamento e equipe para uma amostra reduzida. Obter um panorama sobre os ambientes de trabalho remoto é relevante para fundamentar políticas públicas de garantia do bem-estar e da saúde dos trabalhadores, os resultados refletem ainda no projeto das edificações, pois o trabalho remoto é uma impactante mudança de hábito.
Projeto aprovado pela PROPESQ – Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal da Paraíba. Valor aprovado R$ 10.000,00 + R$ 5.000,00 (Aditivo). Projeto vinculado a plano de trabalho submetido à PROPESQ/UFPB, com a aprovação de uma cota de bolsa de iniciação científica CNPQ/UPFB – 2022/2023. O conforto e a qualidade ambiental estão entre as condições necessárias para promover a saúde, a segurança e a produtividade dos trabalhadores. Nesse contexto, observa-se atualmente que grande parte dos ambientes de trabalho, principalmente nos meios urbanos, tem ampliado o uso do condicionamento artificial para garantir as condições de conforto térmico a despeito das condições climáticas do meio externo. A questão colocada a partir deste fato aborda os parâmetros adotados no ajuste do sistema de climatização e o atendimento às necessidades de conforto dos usuários de uma cidade com clima quente e úmido. A partir da hipótese de que a exposição excessiva a ambientes climatizados pode modificar a preferência com base na memória térmica do usuário e interferir na aceitabilidade de temperaturas mais elevadas, assim como dificultar na definição dos parâmetros de conforto (como neutralidade térmica), esse estudo objetiva avaliar se existe causalidade entre a a exposição prolongada a ambientes condicionados artificialmente e a percepção do conforto térmico individual no clima quente e úmido.
Projeto aprovado no edital do Cnpq – Universal 2018. Neste projeto de pesquisa investiga-se especialmente o conforto térmico e lumínico em grupos vulneráveis. O objetivo principal, além de caracterizar as condições térmicas e lumínicas em que ocorre a sensação e a percepção de conforto, é identificar os limites, frente às oscilações climáticas, nos quais usuários adaptados ao clima quente-úmido e semiárido relatam a sensação de conforto. Como justificativa dessa pesquisa destacam-se o bem-estar como condição indissoluvelmente relacionada à saúde das populações. Nesse contexto, destaca-se a carência de dados, normas e ferramentas específicas para analisar o conforto térmico e lumínico de indivíduos vulneráveis, notadamente aqueles em idade infantil e idosos, que são os grupos mais sensíveis e afetados pelas condições de rigor, assim como, a precariedade de dados dessa natureza em ambientes localizados no clima quente e úmido e semiárido. Também se destaca o consumo de energia das edificações, que é fortemente impactado pela necessidade de conforto térmico e lumínico. O método adotado para esta pesquisa integra observações in loco com levantamento de campo, obtendo variáveis subjetivas, individuais e microclimáticas, associada posteriormente à modelagem e inferência estatística. A principal característica dos procedimentos metodológicos a serem adotados é a simultaneidade (no tempo e no espaço) na concretização da coleta de dados tanto os quantitativos (provenientes do monitoramento e registro das condições físicas e ambientais) quanto os qualitativos (provenientes das respostas dos ocupantes ao questionário). Na análise e modelagem dos dados, serão adotados múltiplos métodos e técnicas estatísticas, a fim de possibilitar inferências representativas para a população.
Projeto aprovado no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPB. As condições ambientais influenciam na saúde e no bem-estar dos seres humanos, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), globalmente, 23 das mortes em geral deve-se a fatores ambientais. Ambientes confortáveis são ambientes saudáveis, contudo, há inúmeras lacunas a serem preenchidas em relação às necessidades de conforto e bem-estar os seres humanos. Tomando como exemplo a luz, sabe-se que a necessidade de contato com a luz extrapola os limites da visão: funções biológicas, hormonais e psicológicas cruciais para a vida são coordenadas por ciclos regulados pela luz do dia (VEITCH e GALASIU, 2012). Estudos tem demonstrado que a permanência prolongada em espaços internos, sem contato com a luz natural, tem sido relacionada à problemas de saúde (BOUBEKRI, 2008). Igualmente, em relação ao ambiente térmico, as mudanças climáticas tem impactado significativamente o ambiente térmico, especialmente nas concentrações urbanas, com episódios deletérios de ondas de calor e outros eventos térmicos extremos com forte impacto na mortalidade e no aumento da ocorrência de enfermidades associadas ao ambiente térmico. Nesse contexto, essa pesquisa investiga as principais variáveis ambientais relacionadas com o conforto térmico e lumínico e o comportamento dos indivíduos frente a essas variáveis (como: sensação e percepção de conforto, reações à variações, limites e processos de adaptação etc.) no clima tropical. Os ambientes analisados são internos (usos diversos) e externos (recortes urbanos, parques, praças). Em relação ao clima tropical, especialmente os climas quente-umido e semi-árido serão observados. A população a ser investigada compreende indivíduos em diversas fases de desenvolvimento. Questões energéticas e uso racional da energia também são abordadas na ação deste projeto. Orientações de mestrado e doutorado estão abrigadas sob este projeto.
O projeto de extensão “Arquitetura Sustentável em Diálogo: Compartilhando Saberes com a Comunidade”, desenvolvido pelo LabCon/UFPB, tem como objetivo divulgar conhecimentos sobre conforto ambiental, sustentabilidade e eficiência energética de forma acessível à sociedade. A iniciativa utiliza conteúdos digitais, entrevistas e materiais educativos para aproximar a universidade da comunidade, promovendo a democratização do conhecimento e incentivando práticas mais sustentáveis nas cidades.
Participação no projeto aprovado na Chamada CNPq/MCTI/FNDCT n 44/2024 Universal: Praças, parques e florestas urbanas e seu potencial de alívio térmico em situações de onda de calor. Projeto coordenado pelo Prof. Eduardo Krüger – UTFPR. O projeto objetiva caracterizar os benefícios de áreas verdes, florestas e parques urbanos para o bem-estar humano e de forma a mitigar os impactos causados pelas mudanças climáticas. Assuntos transversais ao tema incluem a avaliação multidomínio do conforto ambiental em tais áreas por meio de medições dinâmicas e o estudo de soluções como a introdução de cooling centers, quando tais espaços são removidos da área urbana. A pesquisa envolve em grande parte monitoramento ambiental dinâmico e multidomínio de áreas externas, compreendendo as seguintes etapas: a) Definição de locais de análise e rotas de caminhada, em quatro cidades brasileiras (Curitiba, João Pessoa, Cuiabá e Rio de Janeiro); b) Monitoramento de dados ambientais dinâmicos caminhadas guiadas com participantes, aplicação de questionários de percepção de conforto ambiental e mensuração de dados fisiológicos dos participantes; c) Cobrimento a pé de transectos com o equipamento portátil, atravessando áreas com presença de vegetação, a partir de vias trafegadas no perímetro das áreas vegetadas: em Curitiba, no Parque Barigui; em João Pessoa, no Parque Zoobotânico Arruda Câmara; em Cuiabá, no Parque Mãe Bonifácia; no Rio de Janeiro, no Parque Lage; d) Geração de mapas temáticos (térmicos, lumínicos, acústicos e de qualidade do ar), via plataformas de georreferenciamento, com verificação do comportamento dos dados medidos em campo.
Projeto aprovado na Chamada CNPq/MCTI/FNDCT N 18/2021 – UNIVERSAL – grupos consolidados. Formação de um grupo de pesquisa atuante em distintas regiões do país para o desenvolvimento de uma Estação Microclimática de Baixo Custo (EMBC) para monitoramento térmico do espaço construído, assim como a elaboração e validação de protocolo padronizado para coleta de dados (variáveis subjetivas individuais e variáveis ambientais associadas ao conforto térmico). Os resultados deste projeto contribuirão para unificar e padronizar as pesquisas em conforto térmico no Brasil e para a construção de modelos de conforto mais condizentes com a diversidade climática e populacional do país. Instituições envolvidas no Projeto: UTFPR Eduardo L Krüger (coordenador) e Marcio Sorgato; UFPR Aloisio L Schmid, Francine Rossi e Leandro Fernandes; UFMS Ana Paula Milani, Andrés B Cheung e Arthur S Silva; IFPB Rafael P Amorim; UFPB Solange Leder.
Participação no Projeto proposto e coordenado pelo professor Roberto Lamberts/UFSC e equipe. Docentes e pesquisadores de várias instituições de ensino e pesquisa no Brasil foram convidados a colaborar e participar do Projeto, dentre elas a UFPB. Foram firmados convênios de estágio entre a instituição executora e demais instituições. RESUMO DO PROJETO – Edital do Finep Encomenda CT-Energ 1536/22; Contrato 01.22.0580.00. Proponente: FUNDAÇÃO DE ENSINO E ENGENHARIA DE SANTA CATARINA; Executor: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Equipe da UFSC responsável pelo Projeto aprovado: Roberto Lamberts (coordenador), Ana Paula Melo, Matheus Soares Geraldi, Maria Andrea Triana, Mateus Vinícius Bavaresco, Greici Ramos, Renata De Vecchi. Síntese do Projeto: Avaliar os requisitos que promovam a melhoria do desempenho termo energético de conjuntos habitacionais de Habitação de Interesse Social, considerando o papel do usuário no desempenho das edificações em diferentes zonas bioclimáticas.
Última atualização: sexta-feira, 20 de março de 2026