{"id":156,"date":"2024-10-04T14:17:35","date_gmt":"2024-10-04T14:17:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr2\/?page_id=156"},"modified":"2025-08-14T22:04:05","modified_gmt":"2025-08-14T22:04:05","slug":"medicao-de-vazao-em-canal-artificial","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/experiencias-hidrologia\/medicao-de-vazao-em-canal-artificial\/","title":{"rendered":"Medi\u00e7\u00e3o de Vaz\u00e3o de um Rio"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O roteiro da <strong>Experi\u00eancia \u2013 Medi\u00e7\u00e3o de Vaz\u00e3o de um Rio<\/strong> do Laborat\u00f3rio de Hidr\u00e1ulica da UFPB tem como objetivo principal realizar a medi\u00e7\u00e3o da vaz\u00e3o do rio Mamuaba (que fornece \u00e1gua para o munic\u00edpio de Jo\u00e3o Pessoa &#8211; PB) por meio de etapas integradas que iniciam com a defini\u00e7\u00e3o da topografia do leito, obtida pela batimetria, onde se medem as profundidades em pontos espec\u00edficos da se\u00e7\u00e3o transversal. Em seguida, registra-se a velocidade do escoamento em cada ponto marcado, utilizando o n\u00famero de voltas de um molinete ou a leitura direta de um medidor eletromagn\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1. Objetivos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Definir a topografia do leito do rio por meio da batimetria, que consiste na medi\u00e7\u00e3o das profundidades em pontos espec\u00edficos;<\/li>\n\n\n\n<li>Registrar o n\u00famero de voltas no molinete ou a velocidade obtida por meio do uso de um medidor eletromagn\u00e9tico em cada local marcado;<\/li>\n\n\n\n<li>Utilizar a equa\u00e7\u00e3o do molinete para determinar a velocidade em cada ponto medido;<\/li>\n\n\n\n<li>Calcular a velocidade m\u00e9dia em cada ponto, se m\u00faltiplas medi\u00e7\u00f5es de dados foram realizadas;<\/li>\n\n\n\n<li>Calcular a vaz\u00e3o em cada se\u00e7\u00e3o e a vaz\u00e3o total do rio.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2. Base Te\u00f3rica:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>M\u00e9todos de Medi\u00e7\u00e3o de Velocidade<\/strong> \u2013 T\u00e9cnicas para determinar a velocidade do escoamento em pontos espec\u00edficos, como o uso de molinetes (mec\u00e2nicos) ou medidores eletromagn\u00e9ticos (sem partes m\u00f3veis), adequados a diferentes condi\u00e7\u00f5es de campo.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Equa\u00e7\u00e3o do Molinete<\/strong> \u2013 Rela\u00e7\u00e3o emp\u00edrica que converte o n\u00famero de rota\u00e7\u00f5es da h\u00e9lice do molinete em velocidade do fluxo, utilizando constantes de calibra\u00e7\u00e3o obtidas previamente.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>N\u00famero de Verticais e Espa\u00e7amento<\/strong> \u2013 Defini\u00e7\u00e3o da quantidade e posi\u00e7\u00e3o das verticais de medi\u00e7\u00e3o de acordo com a largura do rio, garantindo representatividade e precis\u00e3o no c\u00e1lculo da vaz\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e9todo da Se\u00e7\u00e3o M\u00e9dia<\/strong> \u2013 Procedimento que divide a se\u00e7\u00e3o transversal em segmentos delimitados por duas verticais consecutivas, calculando a vaz\u00e3o parcial de cada um e somando-as para obter a vaz\u00e3o total.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e9todo da Se\u00e7\u00e3o Intermedi\u00e1ria<\/strong> \u2013 Alternativa de c\u00e1lculo em que cada vertical representa o centro de um segmento, considerando meias larguras adjacentes e assumindo velocidade nula nas margens.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Corre\u00e7\u00e3o de Velocidade com Flutuadores<\/strong> \u2013 Uso de objetos flutuantes para estimar a velocidade superficial quando n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel usar medidores de corrente, aplicando um coeficiente de corre\u00e7\u00e3o para estimar a velocidade m\u00e9dia.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3. Equipamentos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Balde;<\/li>\n\n\n\n<li>Mangueira de n\u00edvel;<\/li>\n\n\n\n<li>Micromolinete e\/ou Eletromagn\u00e9tico;<\/li>\n\n\n\n<li>2 Trenas;<\/li>\n\n\n\n<li>Estaca para fixar a trena (caso n\u00e3o haja local para prender a trena);<\/li>\n\n\n\n<li>Prancheta, planilha e caneta;<\/li>\n\n\n\n<li>Um objeto flutuante;<\/li>\n\n\n\n<li>Cronometro.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4. Procedimento:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Defini\u00e7\u00e3o do local de medi\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 Escolher um trecho do rio com fluxo uniforme, sem obst\u00e1culos ou zonas de turbul\u00eancia, garantindo f\u00e1cil acesso e visibilidade para instala\u00e7\u00e3o dos equipamentos e execu\u00e7\u00e3o das medi\u00e7\u00f5es.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Medi\u00e7\u00e3o da largura do rio<\/strong> \u2013 Determinar a dist\u00e2ncia entre as margens utilizando trena ou fita graduada, dividindo a se\u00e7\u00e3o transversal em verticais de medi\u00e7\u00e3o conforme a largura total.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Medi\u00e7\u00e3o da profundidade<\/strong> \u2013 Medir a l\u00e2mina d\u2019\u00e1gua em cada vertical definida, utilizando haste graduada ou ecobat\u00edmetro, garantindo leituras precisas e repetidas para reduzir erros.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Medi\u00e7\u00e3o da velocidade do fluxo<\/strong> \u2013 Realizar a medi\u00e7\u00e3o da velocidade pontual em cada vertical utilizando molinete ou medidor eletromagn\u00e9tico, ajustando a profundidade de leitura conforme a profundidade total.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Aplica\u00e7\u00e3o da equa\u00e7\u00e3o do molinete<\/strong> \u2013 Converter o n\u00famero de voltas registradas pela h\u00e9lice em valores de velocidade, empregando os coeficientes de calibra\u00e7\u00e3o do equipamento.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>C\u00e1lculo da velocidade m\u00e9dia por vertical<\/strong> \u2013 Obter a m\u00e9dia das velocidades medidas (em um ou dois pontos de profundidade) para representar a velocidade do escoamento em cada vertical.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>C\u00e1lculo da vaz\u00e3o por segmento<\/strong> \u2013 Determinar a vaz\u00e3o parcial de cada segmento da se\u00e7\u00e3o transversal utilizando m\u00e9todos como o da Se\u00e7\u00e3o M\u00e9dia ou Se\u00e7\u00e3o Intermedi\u00e1ria, multiplicando a \u00e1rea do segmento pela velocidade m\u00e9dia.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>C\u00e1lculo da vaz\u00e3o total do rio<\/strong> \u2013 Somar as vaz\u00f5es parciais obtidas em todos os segmentos para determinar a vaz\u00e3o total no trecho estudado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5. Resultados Esperados:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Vaz\u00e3o m\u00e9dia do trecho medido<\/strong> \u2013 Valor obtido a partir dos m\u00e9todos aplicados, representando a quantidade de \u00e1gua escoando no rio no momento da medi\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Identifica\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es de vaz\u00e3o ao longo da se\u00e7\u00e3o transversal<\/strong> \u2013 Determina\u00e7\u00e3o das subse\u00e7\u00f5es com maiores e menores contribui\u00e7\u00f5es para a vaz\u00e3o total.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Compara\u00e7\u00e3o com as demandas de uso da \u00e1gua<\/strong> \u2013 Avalia\u00e7\u00e3o da capacidade do rio em atender \u00e0s demandas de abastecimento p\u00fablico, industrial e ambiental.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pontos cr\u00edticos e poss\u00edveis impactos<\/strong> \u2013 Localiza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas com baixa vaz\u00e3o ou altera\u00e7\u00f5es significativas no fluxo que possam indicar problemas hidr\u00e1ulicos ou ambientais.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Subs\u00eddios para a gest\u00e3o sustent\u00e1vel<\/strong> \u2013 Informa\u00e7\u00f5es para orientar a\u00e7\u00f5es de manejo, preserva\u00e7\u00e3o de nascentes e controle de cheias, garantindo uso racional e conserva\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>6. Discuss\u00e3o e Conclus\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O experimento tem como finalidade a obten\u00e7\u00e3o de dados de profundidade e velocidade, visando o c\u00e1lculo da vaz\u00e3o total no trecho estudado. Tais resultados possibilitar\u00e3o a an\u00e1lise do comportamento hidr\u00e1ulico do rio, bem como a identifica\u00e7\u00e3o de varia\u00e7\u00f5es ao longo da se\u00e7\u00e3o transversal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"> As informa\u00e7\u00f5es levantadas servir\u00e3o de base para que os discentes desenvolvam as discuss\u00f5es e conclus\u00f5es, considerando a influ\u00eancia das caracter\u00edsticas do leito e do escoamento na distribui\u00e7\u00e3o da vaz\u00e3o e suas implica\u00e7\u00f5es para a gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/uc?export=dowload&amp;id=1IUCQDLGzLPFeEToWIKStBzYVCaOfaXYI\">TESTE DE MEDI\u00c7\u00c3O DE VAZ\u00c3O DE UM RIO &#8211; Download do Roteiro:&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden class=\"wp-block-file__embed\" data=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/200\/2025\/08\/ROTEIRO_MEDICAO_VAZAO_RIO.pdf\" type=\"application\/pdf\" style=\"width:100%;height:600px\" aria-label=\"Incorporado de ROTEIRO_MEDICAO_VAZ\u00c3O_RIO.\"><\/object><a id=\"wp-block-file--media-d034bab6-d748-40dc-bd96-d8c10682c41e\" href=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/200\/2025\/08\/ROTEIRO_MEDICAO_VAZAO_RIO.pdf\">ROTEIRO_MEDICAO_VAZ\u00c3O_RIO<\/a><a href=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/200\/2025\/08\/ROTEIRO_MEDICAO_VAZAO_RIO.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-d034bab6-d748-40dc-bd96-d8c10682c41e\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/uc?export=dowload&amp;id=18H9HUmFpwlW6LKyJvxUNZFPFjmyYckNA\">TESTE DE MEDI\u00c7\u00c3O DE VAZ\u00c3O DE UM RIO &#8211; Download das Planilhas.&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1920\" src=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/200\/2025\/08\/image-1-1-1_11zon-edited-scaled.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-374\" srcset=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/200\/2025\/08\/image-1-1-1_11zon-edited-scaled.png 2560w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/200\/2025\/08\/image-1-1-1_11zon-edited-300x225.png 300w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/200\/2025\/08\/image-1-1-1_11zon-edited-1024x768.png 1024w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/200\/2025\/08\/image-1-1-1_11zon-edited-768x576.png 768w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/200\/2025\/08\/image-1-1-1_11zon-edited-1536x1152.png 1536w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/200\/2025\/08\/image-1-1-1_11zon-edited-2048x1536.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O roteiro da Experi\u00eancia \u2013 Medi\u00e7\u00e3o de Vaz\u00e3o de um Rio do Laborat\u00f3rio de Hidr\u00e1ulica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":153,"featured_media":0,"parent":71,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-156","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=156"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/156\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":376,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/156\/revisions\/376"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/71"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lhdr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}