{"id":51,"date":"2025-04-29T20:36:35","date_gmt":"2025-04-29T23:36:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/?page_id=51"},"modified":"2025-07-14T13:47:06","modified_gmt":"2025-07-14T16:47:06","slug":"vinhos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/vinhos\/","title":{"rendered":"Vinhos"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas sugerem que a mais antiga produ\u00e7\u00e3o de vinho teve in\u00edcio em v\u00e1rias regi\u00f5es da Ge\u00f3rgia, Ir\u00e3, Turquia e China entre 8000 e 5000 a.C. e apontam para a domestica\u00e7\u00e3o da videira em s\u00edtios do Oriente pr\u00f3ximo a Sum\u00e9ria e ao Egito, no in\u00edcio da Idade do Bronze a aproximadamente 3000 a.C. As mais antigas evid\u00eancias sugerindo a produ\u00e7\u00e3o de vinho na Europa entre as mais antigas do mundo, s\u00e3o origin\u00e1rias de s\u00edtios arqueol\u00f3gicos na Gr\u00e9cia, datados de 6500 a.C.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, v\u00e1rias fontes gregas, bem como Pl\u00ednio o Velho, descrevem como os antigos gregos utilizavam gesso parcialmente desidratado antes da fermenta\u00e7\u00e3o e um tipo de cal ap\u00f3s a fermenta\u00e7\u00e3o, com o prop\u00f3sito de diminuir a acidez. O escritor grego Teofrasto \u00e9 a mais antiga fonte conhecida a descrever esta pr\u00e1tica de vinifica\u00e7\u00e3o entre os antigos gregos. No Antigo Egito, o vinho tornou-se parte da hist\u00f3ria registrada, desempenhando um papel importante na vida cerimonial.&nbsp;O vinho teria sido introduzido no Egito pelos gregos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o tamb\u00e9m conhecidos vest\u00edgios de vinho na China, datados do segundo e no primeiro mil\u00eanio a.C. era tamb\u00e9m comum na Gr\u00e9cia e Roma cl\u00e1ssica. Os antigos gregos introduziram o cultivo de videiras, como a Vitis vinifera, nas suas numerosas col\u00f4nias na It\u00e1lia, Sic\u00edlia, Fran\u00e7a meridional e Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Dion\u00edsio era o deus grego do vinho e da divers\u00e3o e o vinho era frequentemente mencionado nos escritos de Homero e Esopo. Muitas das principais regi\u00f5es vinhateiras da Europa Ocidental atual foram estabelecidas pelos romanos. A tecnologia de fabrica\u00e7\u00e3o do vinho melhorou consideravelmente durante o tempo do Imp\u00e9rio Romano. Eram conhecidas muitas variedades de uvas e de t\u00e9cnicas de cultivo e foram criados os barris para a armazenagem e transporte do vinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o tempo dos romanos, pensava-se que o vinho (eventualmente misturado com ervas e minerais) tivesse tamb\u00e9m propriedades medicinais. Nesses tempos, n\u00e3o era invulgar dissolverem-se p\u00e9rolas no vinho para se conseguir mais sa\u00fade. Cle\u00f3patra criou a sua pr\u00f3pria lenda ao prometer a Marco Ant\u00f4nio que ela &#8220;beberia o valor de uma prov\u00edncia&#8221; numa ta\u00e7a de vinho, ap\u00f3s o que bebeu uma valiosa p\u00e9rola com uma ta\u00e7a de vinho. Durante a Idade M\u00e9dia, a Igreja Crist\u00e3 era uma firme apoiante do vinho, o qual era necess\u00e1rio para a celebra\u00e7\u00e3o da missa cat\u00f3lica. Em locais como a Alemanha, a cerveja foi banida e considerada pag\u00e3 e b\u00e1rbara, enquanto que o consumo de vinho era visto como civilizado e como sinal de convers\u00e3o. O vinho era proibido pelo Isl\u00e3, mas ap\u00f3s os primeiros avan\u00e7os de Geber e outros qu\u00edmicos mu\u00e7ulmanos sobre a destila\u00e7\u00e3o do vinho, este passou a ter outros usos, incluindo cosm\u00e9ticos e medicinais. De fato, o cientista e fil\u00f3sofo persa do s\u00e9culo X, Al-Biruni descreveu v\u00e1rias receitas em que o vinho era misturado com ervas, minerais e at\u00e9 mesmo gemas, com fins medicinais. O vinho era t\u00e3o venerado e o seu efeito t\u00e3o temido que foram elaboradas teorias sobre qual seria a melhor gema para fabricar ta\u00e7as para contrariar os seus efeitos secund\u00e1rios considerados indesej\u00e1veis. Muitos cientistas cl\u00e1ssicos como Al-Biruni, Teofrasto, Georg Agricola, Albertus Magnus bem como autores mais recentes como George Frederick Kunz descrevem os muitos usos talism\u00e2nicos e medicinais do vinho combinado com minerais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O processo de produ\u00e7\u00e3o e fermenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A colheita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A qualidade da uva tem enorme influ\u00eancia sobre o sabor e qualidade do vinho, por isso a colheita deve ser realizada no tempo certo. Uma colheita antes do tempo resulta em um vinho aguado, com baixa concentra\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facares, consequentemente, de \u00e1lcool. Se a uma colheita for tardia, a uva produzir\u00e1 um vinho rico em \u00e1lcool, mas com pouca acidez.<\/p>\n\n\n\n<p>Os fatores fundamentais que influem na colheita s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>O clima &#8211; ensolarado, temperatura, umidade, etc.<br>As caracter\u00edsticas da regi\u00e3o quanto aos fatores clim\u00e1ticos, o tipo de solo, o ser humano e o tipo de esmagamento.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sele\u00e7\u00e3o de uvas e esmagamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Era feito com os p\u00e9s, tradi\u00e7\u00e3o mantida at\u00e9 hoje em algumas poucas regi\u00f5es. Hoje em dia, em geral, o processo \u00e9 totalmente mecanizado, quase sem contato humano. O esmagamento da uva produz uma mistura de suco, cascas e bagas que ser\u00e1 chamado de mosto. No caso de vinhos tintos, essa mistura \u00e9 enviada aos tanques, enquanto na elabora\u00e7\u00e3o de vinhos brancos, s\u00f3lidos e l\u00edquidos s\u00e3o separados, usando-se apenas a fra\u00e7\u00e3o l\u00edquida para a produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A fermenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a parte mais complexa e importante do processo de fabrica\u00e7\u00e3o do vinho. Nesta etapa, \u00e9 necess\u00e1rio um controle r\u00edgido da temperatura, bem como a presen\u00e7a correta de microrganismos respons\u00e1veis pela fermenta\u00e7\u00e3o. Dentre eles, o mais comum \u00e9 uma levedura, a Saccharomyces cerevisae, e o controle da temperatura \u00e9 fundamental para o crescimento e cultura dos fungos, n\u00e3o devendo exceder os 25 a 30 \u00b0C. O contato com o ar deve ser evitado, pois ocorreria a oxida\u00e7\u00e3o do vinho, tamb\u00e9m poderia ocorrer parada de fermenta\u00e7\u00e3o, uma vez que, quando as leveduras possuem oxig\u00eanio dispon\u00edvel, podem respirar ao inv\u00e9s de fermentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem v\u00e1rias etapas na fermenta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fermenta\u00e7\u00e3o tumultuosa<\/strong>,&nbsp;dura poucos dias e nela ocorrem um grande desprendimento do g\u00e1s carb\u00f4nico e o aumento da temperatura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fermenta\u00e7\u00e3o lenta<\/strong>&nbsp;com&nbsp;o passar dos dias, a fermenta\u00e7\u00e3o come\u00e7a a diminuir de intensidade devido \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a do a\u00e7\u00facar. Nesta etapa, o l\u00edquido se separa da parte s\u00f3lida (baga\u00e7o, cascas, etc) e s\u00e3o eliminados os \u00faltimos tra\u00e7os de glicose, que se transformam em \u00e1lcool. S\u00e3o poucos os a\u00e7\u00facares que ainda restam e, neste momento, o mosto j\u00e1 \u00e9 o vinho propriamente dito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Filtragem<\/strong>&nbsp;esta etapa ocorre a filtra\u00e7\u00e3o do vinho. Ele \u00e9 clarificado com a retirada dos produtos e sedimentos que deixam o vinho turvo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Envelhecimento<\/strong>&nbsp;\u00e9&nbsp;uma das fases mais cultuadas do processo. Ocorre na grande maioria dos vinhos tintos, e na minoria dos demais. Esta fase \u00e9 realizada em barris de carvalho e\/ou na garrafa. Em ambos, o oxig\u00eanio, que passa pelos poros da madeira &#8211; ou da rolha &#8211; far\u00e1 com que o vinho entre em uma fase de desenvolvimento que transformar\u00e1 seus aromas, sabores e sua cor, com essas caracter\u00edsticas ganhando em complexidade e qualidade. Pode variar em tempo de acordo com as caracter\u00edsticas do produto, devendo esse tempo ser avaliado pelo en\u00f3logo. Para que ocorra da forma correta, o uso de bons barris, bem como o armazenamento da garrafa em locais adequados &#8211; com pouca luz e temperaturas amenas &#8211; \u00e9 vital.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o dos vinhos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos vinhos portugueses mais c\u00e9lebres e de grande exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 o Vinho do Porto.&nbsp;Existem cinco tipos distintos de vinhos: os vinhos tintos, os brancos, os ros\u00e9s, os espumantes, e os vinhos fortificados. Em Portugal existe um tipo de vinho espec\u00edfico, o vinho verde, que pode ser tinto ou branco, mas devido \u00e0 sua acentuada acidez pode ser considerado como uma categoria \u00e0 parte. Os vinhos tintos podem ser obtidos atrav\u00e9s das uvas tintas ou das tintureiras (aquelas em que a polpa tamb\u00e9m possui pigmentos). Os vinhos brancos podem ser obtidos atrav\u00e9s de uvas brancas ou de uvas tintas desde que as cascas dessas uvas n\u00e3o entrem em contato com o mosto e que essas n\u00e3o sejam tintureiras. J\u00e1 os vinhos ros\u00e9s podem ser feitos de duas maneiras: misturando-se o vinho tinto com o branco ou diminuindo o tempo de macera\u00e7\u00e3o (contato do mosto com as cascas) durante a vinifica\u00e7\u00e3o do vinho tinto. O espumante \u00e9 um vinho que passa por uma segunda fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica, que pode ser na garrafa, chamado de m\u00e9todo tradicional ou champenoise, ou em auto-claves (tanques isobarom\u00e9tricos) chamados charmat. Ambas as formas de vinifica\u00e7\u00e3o fazem a fermenta\u00e7\u00e3o em recipiente fechado, incorporando assim di\u00f3xido de carbono (CO2) ao liquido e dando origem \u00e0s borbulhas ou p\u00e9rlage. Ton\u00e9is na Domaine Roman\u00e9e-Conti, produtora de alguns dos melhores vinhos do mundo. Os vinhos fortificados s\u00e3o aqueles cuja fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica \u00e9 interrompida pela adi\u00e7\u00e3o de aguardente (~70% vol). De acordo com o momento da interrup\u00e7\u00e3o, e da uva que est\u00e1 sendo utilizada, ficar\u00e1 mais ou menos doce. O grau alco\u00f3lico final dos vinhos fortificados fica entre 19-22% vol. Os mais famosos s\u00e3o o Vinho do Porto (Portugal), o Vinho da Madeira (Portugal), o Xerez (Espanha) e o Marsala (Sic\u00edlia). Por conta de obras cinematogr\u00e1ficas de parca pesquisa hist\u00f3rica, a maioria das pessoas julga que o consumo do vinho era comum no Egipto e h\u00e1 quem diga que \u00e9 de l\u00e1 sua obscura origem. Entretanto o vinho era mercadoria importada pelo Egito, cuja bebida nacional era a cerveja, normalmente feita de restos de p\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada pa\u00eds e cada regi\u00e3o produtora possui uma classifica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. Veja a classifica\u00e7\u00e3o italiana em DOCG, a francesa em AOC e a da Uni\u00e3o Europeia em Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Protegida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No Brasil os vinhos s\u00e3o assim classificados:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quanto \u00e0 classe<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>De mesa: gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica de 10\u00b0 a 13\u00b0 G.L., possui as seguintes subdivis\u00f5es:&nbsp;finos ou nobres: Vinhos produzidos somente de uvas vin\u00edferas.<\/li>\n\n\n\n<li>Especiais: Vinhos mistos, produzidos de variedades vin\u00edferas e uvas h\u00edbridas ou americanas.<\/li>\n\n\n\n<li>Comuns: Vinhos produzidos predominantemente com variedades h\u00edbridas ou americanas.<\/li>\n\n\n\n<li>Frisantes ou gaseificados: Vinhos com gaseifica\u00e7\u00e3o m\u00ednima de meia atmosfera e m\u00e1xima de duas atmosferas.<\/li>\n\n\n\n<li>Leve: gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica de 7\u00b0 a 9,9\u00b0 G.L., elaborado sempre com uvas vin\u00edferas.<\/li>\n\n\n\n<li>Espumante: resultante unicamente de uma segunda fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica, possui alto n\u00edvel de di\u00f3xido de carbono, resultando em borbulhas (gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica de 10\u00b0 a 13\u00b0 G.L.).<\/li>\n\n\n\n<li>Champanhe &#8211; \u00c9 um espumante feito essencialmente com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, mundialmente conhecida, produzida exclusivamente na regi\u00e3o hom\u00f4nima na Fran\u00e7a. Champagne \u00e9 uma denomina\u00e7\u00e3o de origem.<\/li>\n\n\n\n<li>Licoroso: gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica de 14\u00b0 a 18\u00b0 G.L. Adicionado, ou n\u00e3o, de \u00e1lcool pot\u00e1vel, caramelo, concentrado de mosto e sacarose.<\/li>\n\n\n\n<li>Composto ou fortificado: gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica de 15\u00b0 a 18\u00b0 G.L., obtida pela adi\u00e7\u00e3o ao vinho de plantas amargas ou arom\u00e1ticas, subst\u00e2ncias de origem mineral ou animal.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Quanto \u00e0 cor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tinto: produzido a partir de variedades de uvas tintas, com longo contato com a casca da fruta. A diferen\u00e7a de tonalidade depende de tipo de fruto, do tempo e do m\u00e9todo de envelhecimento.<br>Branco: produzido em sua maioria, a partir de uvas brancas. Quando produto de uvas tintas, a fermenta\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com a aus\u00eancia das cascas.<br>Rosado, ros\u00e9 ou clarete: com apar\u00eancia intermediaria pode ser produzido de duas formas:<br>de uvas tintas: com breve contato com as cascas que d\u00e3o a pigmenta\u00e7\u00e3o ao vinho, que ap\u00f3s s\u00e3o separadas.<br>por corte: obt\u00e9m-se pela mistura de um vinho branco com um vinho tinto.<br>Quanto ao teor de a\u00e7\u00facar<\/p>\n\n\n\n<p>Vinho Seco: 0 a 5g\/L;<br>Vinho meio-seco ou demi-sec: 5 a 20g\/L;<br>Vinho suave: mais de 20 g\/l<br>Quanto \u00e0 variedade da uva<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lista de variedades de uvas para a produ\u00e7\u00e3o de vinhos &#8211; Vitis vinifera<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O vinho \u00e9, geralmente, produzido a partir de uvas das variedades (ou castas) da esp\u00e9cie Vitis vinifera. Quando uma destas variedades de uvas \u00e9 utilizada como uva predominante (geralmente definido por lei, no m\u00ednimo 75 a 85 por cento), o resultado \u00e9 um vinho varietal (tamb\u00e9m dito monocasta). No entanto, os vinhos produzidos a partir de misturas de duas ou mais variedades de uvas, n\u00e3o s\u00e3o em nada inferiores aos vinhos varietais; alguns dos melhores e mais caros vinhos s\u00e3o produzidos a partir de misturas de variedades de uvas, todas colhidas no mesmo ano. Pode tamb\u00e9m ser produzido vinho a partir dos frutos de videiras de outras esp\u00e9cies ou de videiras h\u00edbridas, criadas pelo cruzamento gen\u00e9tico de duas esp\u00e9cies. Vitis labrusca, Vitis aestivalis, Vitis rupestris, Vitis rotundifolia e Vitis riparia s\u00e3o esp\u00e9cies nativas da Am\u00e9rica do Norte, cujas uvas s\u00e3o geralmente consumidas como fruta, ou na forma de sumo ou doce de uva, e por vezes transformadas em vinho. N\u00e3o se deve confundir o termo h\u00edbridas com a pr\u00e1tica da enxertia. A maioria das vinhas do mundo encontram-se plantadas com Vitis vinifera enxertadas em bacelos de esp\u00e9cies norte-americanas. Esta pr\u00e1tica \u00e9 comum, uma vez que as esp\u00e9cies da Am\u00e9rica do Norte s\u00e3o resistentes \u00e0 filoxera, um insecto parasita das ra\u00edzes da videira que eventualmente causa a sua morte. No final do s\u00e9culo XIX as vinhas da Europa foram devastadas por este insecto, provocando a destrui\u00e7\u00e3o maci\u00e7a das vinhas ent\u00e3o existentes bem como de eventuais replanta\u00e7\u00f5es. A enxertia \u00e9 feita em todos os pa\u00edses produtores de vinho, exceto o Chile e Argentina, ainda n\u00e3o expostos ao inseto. A variedade das uvas, a orienta\u00e7\u00e3o das encostas, a eleva\u00e7\u00e3o e a topografia da vinha, o tipo e a qu\u00edmica do solo, o clima e as condi\u00e7\u00f5es sazonais sob as quais as uvas crescem, e ainda as culturas de leveduras locais, todos juntos formam o conceito de terroir. O n\u00famero de combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis faz com exista grande variedade entre os produtos vin\u00edcolas, a qual \u00e9 ainda aumentada pelos processos de fermenta\u00e7\u00e3o, acabamento e envelhecimento. Por\u00e9m, as diferen\u00e7as de sabor n\u00e3o s\u00e3o desej\u00e1veis para os grandes produtores de vinho de mesa ou de outros vinhos mais baratos, nos quais a consist\u00eancia \u00e9 mais importante. Estes produtores tentaram minimizar as diferen\u00e7as entre as uvas de v\u00e1rias proveni\u00eancias utilizando tecnologias como a micro-oxigena\u00e7\u00e3o, filtra\u00e7\u00e3o de taninos, a centrifuga\u00e7\u00e3o, a micro e ultra-filtra\u00e7\u00e3o, a osmose inversa, a evapora\u00e7\u00e3o, tratamentos t\u00e9rmicos, electrodi\u00e1lise, a coluna de cone rotativo entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=Vinho&amp;printable=yes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=Vinho&amp;printable=yes<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria As evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas sugerem que a mais antiga produ\u00e7\u00e3o de vinho teve in\u00edcio em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":47,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-51","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/51","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/users\/47"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/51\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":466,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/51\/revisions\/466"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}