{"id":46,"date":"2025-04-29T20:35:26","date_gmt":"2025-04-29T23:35:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/?page_id=46"},"modified":"2025-12-03T18:07:46","modified_gmt":"2025-12-03T21:07:46","slug":"cachacas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/cachacas\/","title":{"rendered":"Cacha\u00e7as"},"content":{"rendered":"\n<p>A cana-de-a\u00e7\u00facar foi trazida para o Brasil originada do sul da \u00c1sia, com o surgimento da col\u00f4nia portuguesa e os primeiros n\u00facleos de povoamento e agricultura na nova terra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cacha\u00e7as<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/plone.ufpb.br\/lba\/contents\/imagens\/whisky-e-cachaca-2.jpg\/@@images\/8c952095-cc8c-4618-860b-3581228dcc8a.jpeg\" alt=\"cacha\u00e7a x whisky\">A cacha\u00e7a de cana-de-a\u00e7\u00facar \u00e9 umas das bebidas mais consumidas no Brasil e, quando associada a aguardente, o consumo mundial ocupa o terceiro lugar no mundo. De acordo com o Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Aguardente de Cana, caninha ou cacha\u00e7a (PBDAC), 2016, no Brasil, sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada em quase todos os estados. Ainda de acordo com o PBDAC e citado por Queir\u00f3z, (2019), a cacha\u00e7a e uma grande quantidade de aguardente de cana, por ser destilada em alambique de cobre e comercializada na forma descansada (maturada) e envelhecida, apresenta qualidade sensorial de destaque dentre as bebidas alco\u00f3licas destiladas comercializadas no mercado interno e externo. Como reconhecimento da sua valoriza\u00e7\u00e3o e import\u00e2ncia no mercado nacional, foi criado em junho de 2009 pelo o Instituto Brasileiro da Cacha\u00e7a (IBRAC) e oficializado pela Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura da C\u00e2mara dos Deputados, o dia 13 de setembro como &#8220;Dia Nacional da Cacha\u00e7a&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A origem da cacha\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Se pensarmos que a primeira destila\u00e7\u00e3o de cacha\u00e7a foi feita por volta de 1532, podemos concluir que a hist\u00f3ria da cacha\u00e7a est\u00e1 extremamente ligada com a hist\u00f3ria do Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias as vers\u00f5es existentes sobre a origem da cacha\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>De certa forma podemos dizer sua hist\u00f3ria come\u00e7a quando os portugueses trouxeram da&nbsp;Ilha da Madeira&nbsp;a cana-de-a\u00e7\u00facar e as t\u00e9cnicas de&nbsp;destila\u00e7\u00e3o. Uma das vers\u00f5es conta que o destilado teria surgido em Pernambuco quando um escravo, que trabalhava no engenho, deixou armazenada a \u201ccaga\u00e7a\u201d \u2013 um caldo esverdeado e escuro que se forma durante a fervura do caldo da cana. O l\u00edquido fermentava naturalmente e, devido \u00e0s mudan\u00e7as de temperatura, ele evaporava e condensava, formando pequenos pingos de cacha\u00e7a nos tetos do engenho. Inclusive, a origem do sin\u00f4nimo \u201cpinga\u201d teria surgido dessa vers\u00e3o popular da origem do destilado \u2013 uma vers\u00e3o fantasiosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra vers\u00e3o apresentada pelo historiador&nbsp;Lu\u00eds da&nbsp;C\u00e2mara Cascudo, no seu livro&nbsp;Prel\u00fadio da Cacha\u00e7a, aponta que a primeira cacha\u00e7a foi destilada por volta de&nbsp;1532&nbsp;em S\u00e3o Vicente, onde surgiram os primeiros engenhos de a\u00e7\u00facar no Brasil. Nessa vers\u00e3o de Cascudo, foram os portugueses, depois de aprenderem as t\u00e9cnicas de destila\u00e7\u00e3o com os \u00e1rabes, que produziram os primeiros litros da bebida.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que a cacha\u00e7a acompanhou a hist\u00f3ria do Brasil desde o seu in\u00edcio, passando pelo o ciclo do a\u00e7\u00facar, pelo crescimento das fronteiras territoriais e chegando at\u00e9 a urbaniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Originalmente, a cacha\u00e7a era destinada aos escravos mas logo caiu no gosto popular, se tornando um importante componente da emergente economia nacional e, por conseq\u00fc\u00eancia, proliferando sua produ\u00e7\u00e3o por todo o litoral do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Levada pelos comerciantes, a bebida brasileira come\u00e7ou a fazer sucesso tamb\u00e9m na Europa e na \u00c1frica, onde era usada como&nbsp;moeda de troca para comprar escravos&nbsp;que iam trabalhar na lavoura colonial. Pela relev\u00e2ncia econ\u00f4mica da cacha\u00e7a em terras brasileiras, a venda e troca do produto representavam uma amea\u00e7a para a metr\u00f3pole, j\u00e1 que ajudava a enriquecer os inimigos da Coroa, como os piratas holandeses que se estabeleceram no Nordeste. Nessa mesma \u00e9poca, Portugal produzia um destilado de uva chamado&nbsp;<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Bagaceira\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bagaceira<\/a>, e o aumento da produ\u00e7\u00e3o de cacha\u00e7a fazia com que os colonos se desinteressassem cada vez mais em consumir a bebida portuguesa. Para inibir a produ\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a, Portugal estabeleceu um excessivo imposto cobrado dos fabricantes da aguardente, que insatisfeitos com a taxa\u00e7\u00e3o, se rebelaram contra Portugal, marcando o epis\u00f3dio conhecido como&nbsp;Revolta da Cacha\u00e7a, em 1660.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois dos s\u00e9culos XVI e XVII, em que houve significativa multiplica\u00e7\u00e3o dos alambiques nos engenhos de S\u00e3o Paulo e Pernambuco, a cacha\u00e7a se espalhou pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais devido \u00e0&nbsp;descoberta do ouro&nbsp;e pedras preciosas. Durante o s\u00e9culo XVIII a economia do a\u00e7\u00facar entra em decad\u00eancia e passa ent\u00e3o a ser substitu\u00edda pela extra\u00e7\u00e3o de ouro em Minas Gerais. No in\u00edcio da migra\u00e7\u00e3o para Minas, as cacha\u00e7as brancas (puras) eram colocadas em barris de madeira para serem transportadas at\u00e9 Minas Gerais. No tempo da viagem, a cacha\u00e7a, pelo contato com a madeira, acabava amarelando e tomando aromas e sabores pr\u00f3prios. H\u00e1 quem diga que da\u00ed que surgiu o h\u00e1bito de envelhecer e armazenar cacha\u00e7as em barris de madeira. Hoje, podemos observar que em cidades litor\u00e2neas, como Paraty, h\u00e1 um predom\u00ednio de produ\u00e7\u00e3o de cacha\u00e7as brancas, enquanto que em Minas Gerais, os produtores optam sempre por armazenar suas cacha\u00e7as em barris para que elas adquiram caracter\u00edsticas sensoriais, como cor e sabor, provenientes da madeira. Nas regi\u00f5es de extra\u00e7\u00e3o estavam tamb\u00e9m os pequenos alambiques que abasteciam a florescente popula\u00e7\u00e3o urbana que tentava enriquecer com a minera\u00e7\u00e3o, apesar dos impostos cobrados pela metr\u00f3pole portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a popularidade da cacha\u00e7a e com o decl\u00ednio do com\u00e9rcio da bagaceira, novas medidas de taxa\u00e7\u00e3o e proibi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de cacha\u00e7a foram implantadas pela Coroa. Essas medidas contribu\u00edram para o descontentamento da col\u00f4nia e motivaram os primeiros ideais independentes, dando origem a&nbsp;Conjura\u00e7\u00e3o Mineira&nbsp;e a morte de&nbsp;Tiradentes. Como s\u00edmbolo dessa luta pela independ\u00eancia do pa\u00eds, a cacha\u00e7a era servida nas reuni\u00f5es conspirat\u00f3rias dos Inconfidentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O preconceito e decad\u00eancia da cacha\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1850 com o decl\u00ednio do trabalho escravo e a intensifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do caf\u00e9, um novo setor social surge no Brasil, os&nbsp;Bar\u00f5es do Caf\u00e9. Com ideais elitistas, fugindo dos h\u00e1bitos rurais e com uma identifica\u00e7\u00e3o maior com os produtos e h\u00e1bitos europeus, a nova elite brasileira rejeitava os produtos nacionais, como a cacha\u00e7a, tida como coisa sem valor, destinada a pessoas pobres, incultas e, geralmente, negras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A valoriza\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Contra esse posicionamento discriminat\u00f3rio, surgem intelectuais, artistas e estudiosos com o compromisso de resgatar a brasilidade criticando com ironia e intelig\u00eancia a incorpora\u00e7\u00e3o da cultura e do costume estrangeiro. Em 1922, em S\u00e3o Paulo, \u00e9 realizada a&nbsp;Semana de Arte Moderna, onde&nbsp;M\u00e1rio de Andrade, um dos seus maiores expoentes, dedica um estudo chamado&nbsp;Os Eufemismos da Cacha\u00e7a. No decorrer do s\u00e9culo XX, outros importantes intelectuais como Lu\u00eds da C\u00e2mera Cascudo, Gilberto Freire e M\u00e1rio Souto Maior, estudaram a import\u00e2ncia cultural, econ\u00f4mica e hist\u00f3ria para o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, importantes acontecimentos t\u00eam contribu\u00eddo para a valoriza\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a e seu reconhecimento como patrim\u00f4nio nacional. Em 1996, o ent\u00e3o presidente&nbsp;Fernando Henrique Cardoso&nbsp;legitima a cacha\u00e7a como&nbsp;produto tipicamente brasileiro, estabelecendo crit\u00e9rios de fabrica\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o. Em 2012, uma lei transformou a cacha\u00e7a em&nbsp;Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Cultural&nbsp;do estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, h\u00e1 mais de 4 mil alambiques espalhados por praticamente todos os estados brasileiros, conseq\u00fc\u00eancia de um fen\u00f4meno \u00fanico pr\u00f3prio do destilado nacional: embora a cultura da cana-de-a\u00e7\u00facar tivesse se desenvolvido em grandes latif\u00fandios, a cacha\u00e7a sempre se caracterizou pela produ\u00e7\u00e3o artesanal em pequenos alambiques familiares, o que ocasionou a enorme quantidade de marcas de cacha\u00e7a espalhadas por todo o territ\u00f3rio brasileiro (FONTE: http:\/\/www.mapadacachaca.com.br\/artigos\/historia-da-cachaca\/ em: 20\/07\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Apesar de a produ\u00e7\u00e3o brasileira de aguardente de cana estar estimada entre 1,5 a 2,0 bilh\u00f5es de litros\/ano, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras representam apenas 0,5 % do total produzido. O Brasil exportou em 1995, 2,8 milh\u00f5es de litros passando em 99 para 3,7 milh\u00f5es de litros anuais. Estima-se um faturamento de US$ 100 milh\u00f5es com as exporta\u00e7\u00f5es de aguardente em 2021, ou seja espera-se exportar 50 milh\u00f5es de litros. As perspectivas de crescimento devido ao processo de globaliza\u00e7\u00e3o do mercado s\u00e3o ressaltadas pelo Programa Brasileiro de Desenvolvimento de Aguardente da Cana, Caninha ou Cacha\u00e7a (PBDAC) cujas atividades at\u00e9 o momento est\u00e3o basicamente restritas a iniciativas ligadas \u00e0 propaganda e \u201cmarketing\u201d. Paralelamente existe, por parte de segmento significativo dos produtores, em iniciativas isoladas, o interesse pelo melhoramento da qualidade dos seus produtos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Padr\u00f5es de Identidade e Qualidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os padr\u00f5es de Identidade e Qualidade da aguardente de cana e cacha\u00e7a dever\u00e3o atender \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es legais contidas na Instru\u00e7\u00e3o Normativa n. 13 de 26\/06\/2005, alterada pelas Instru\u00e7\u00f5es Normativas n. 58 de 19\/12\/2007, n. 27 de 15\/05\/2008 e n. 28 de 08\/08\/2014, do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (MAPA), conforme as seguintes defini\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que \u00e9 cacha\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o art. 53 do decreto n\u00ba 6.871\/2009, cacha\u00e7a \u00e9 a denomina\u00e7\u00e3o t\u00edpica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica de trinta e oito a quarenta e oito por cento em volume, a vinte graus Celsius, obtida pela destila\u00e7\u00e3o do mosto fermentado de cana-de-a\u00e7\u00facar com caracter\u00edsticas sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de a\u00e7\u00facares at\u00e9 seis gramas por litro, expressos em sacarose.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a quanto ao armazenamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/plone.ufpb.br\/lba\/contents\/imagens\/barris-de-cachaca.png\/@@images\/6d4b1d98-6616-47d8-bee3-df19c8451cb4.png\" alt=\"Barris de cacha\u00e7a\">a)&nbsp;<em>Cacha\u00e7a pura:&nbsp;<\/em>cacha\u00e7a fabricada e estocada por tempo determinado ou n\u00e3o, em tanques de a\u00e7o inox ou recipiente&nbsp;de vidro (QUEIR\u00d3Z, 2019);<\/p>\n\n\n\n<p>b)&nbsp;<em>Cacha\u00e7a prata<\/em>: cacha\u00e7a rec\u00e9m-destilada (cacha\u00e7a branca), descansada em tanques de a\u00e7o inox ou madeira neutra que n\u00e3o solta colora\u00e7\u00e3o por um per\u00edodo determinado&nbsp;(QUEIR\u00d3Z, 2019);<\/p>\n\n\n\n<p>c)&nbsp;<em>Cacha\u00e7a ouro:<\/em>&nbsp;cacha\u00e7a que contenha 50% de cacha\u00e7a envelhecida em barris de madeira mais 50% de cacha\u00e7a prata ou cacha\u00e7a rec\u00e9m-destilada e que apresenta leve colora\u00e7\u00e3o amarelada&nbsp;(QUEIR\u00d3Z, 2019);<\/p>\n\n\n\n<p>d)&nbsp;<em>Cacha\u00e7a envelhecida<\/em>: cacha\u00e7a armazenada por um per\u00edodo m\u00ednimo de um ano em barril de madeira (carvalho, b\u00e1lsamo, jequitib\u00e1, amburana, pau-brasil, entre outras), com volume do barril de, no m\u00e1ximo de 700 litros, contendo no m\u00ednimo 50% de cacha\u00e7a envelhecida e 50% de cacha\u00e7a prata ou pura e que apresente colora\u00e7\u00e3o amarelada&nbsp;(QUEIR\u00d3Z, 2019);<\/p>\n\n\n\n<p>e)&nbsp;<em>Cacha\u00e7a Premium:<\/em>&nbsp;cacha\u00e7a envelhecida em barris de madeira (carvalho, b\u00e1lsamo, jequitib\u00e1, umburana, pau-brasil e outras), que contenha 100% de cacha\u00e7a ou aguardente de cana, envelhecidas em recipiente de madeira apropriado, com capacidade m\u00e1xima de 700 L por um per\u00edodo n\u00e3o inferior a um ano;<\/p>\n\n\n\n<p>f)&nbsp;<em>Cacha\u00e7a Extra Premium:<\/em>&nbsp;cacha\u00e7a envelhecida em barris de madeira (carvalho, b\u00e1lsamo, jequitib\u00e1, umburana, pau-brasil e outras), que contenha&nbsp;100% de cacha\u00e7a ou aguardente de cana envelhecidas em recipiente de madeira apropriado, com capacidade m\u00e1xima de 700 L por um per\u00edodo n\u00e3o inferior a tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>g)&nbsp;<em>As bebidas Premium e Extra Premium<\/em>&nbsp;Poder\u00e3o ter padronizadas a gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica mediante a adi\u00e7\u00e3o de destilado alco\u00f3lico simples de cana-de-a\u00e7\u00facar ou de aguardente de cana ou de cacha\u00e7a envelhecidas pelo o mesmo per\u00edodo da categoria ou de \u00e1gua pot\u00e1vel (VENTURINI, 2016).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a quanto ao sabor adocicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>a)&nbsp;<em>Cacha\u00e7a ado\u00e7ada:<\/em>&nbsp;quando adicionada uma quantidade de a\u00e7\u00facares superior a 6 g\/L e inferior a 30 g\/L;<\/p>\n\n\n\n<p>b)&nbsp;e)&nbsp;<em>Cacha\u00e7a ado\u00e7ada com caramelo:<\/em>&nbsp;cacha\u00e7a que cont\u00e9m caramelo de a\u00e7\u00facar superior a 6 g\/L e inferior a 30 g\/L;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Regulamento T\u00e9cnico para fixa\u00e7\u00e3o dos Padr\u00f5es de Identidade e Qualidade do Minist\u00e9rio da Agricultura Pecu\u00e1ria e Abastecimento &#8211; Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Dias e Almeida (2018), em seu trabalho Os segredos da cacha\u00e7a, relatam que em aproximadamente 500 anos de hist\u00f3ria, a cacha\u00e7a j\u00e1 foi chamada de muitas formas diferentes e citam que no livro Todos os nomes da cacha\u00e7a como exemplo, do escritor Messias Cavalcante, no qual s\u00e3o revelados oito mil nomes e dois mil sin\u00f4nimos, dentre eles: branquinha, pinga, caninha, malvada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da cacha\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A&nbsp; cacha\u00e7a pode conter mais de 300 subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, das quais 97% a 98% consistem de \u00e1gua e etanol e o restante, cerca de 2 a 3%, s\u00e3o os compostos secund\u00e1rios,&nbsp;respons\u00e1veis pelo o &#8220;buqu\u00ea&#8221; da cacha\u00e7a, que confere a bebida caracter\u00edsticas sensoriais tais como: cor, aroma, sabor, textura e apar\u00eancia no&nbsp;produto final.&nbsp; (RIBEIRO, 2000).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<strong>Os<\/strong>&nbsp;<strong>Processos qu\u00edmicos que geram subst\u00e2ncias que conferem sabor, aroma e apar\u00eancia a cacha\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>O processo fermentativo alco\u00f3lico<\/em>&nbsp;&#8211; \u00c9 o processo de transforma\u00e7\u00e3o da sacarose e da glicose do caldo de cana em etanol e g\u00e1s carb\u00f4nico, atrav\u00e9s de 13 rea\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas no interior das c\u00e9lulas de leveduras catalisadas por enzimas. Na fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica se obt\u00e9m v\u00e1rias subst\u00e2ncias qu\u00edmicas denominadas de secund\u00e1rias (alde\u00eddos, \u00e9steres, \u00e1cidos e outros) que qualificam a cacha\u00e7a do ponto de vista sensorial (QUEIR\u00d3Z, 2019).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<em>O processo de destila\u00e7\u00e3o em engenho de cacha\u00e7a<\/em>&nbsp;&#8211;&nbsp; E o processo de separa\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias vol\u00e1teis do vinho delevedurado (etanol, metanol, \u00e1lcool superiores, \u00e9steres, alde\u00eddos, g\u00e1s carb\u00f4nico, \u00e1gua e outras subst\u00e2ncias) que t\u00eam ponto ebuli\u00e7\u00e3o&nbsp; menor que 100 \u00baC, dos n\u00e3o-vol\u00e1teis (acetato de propila, \u00e1cido ac\u00e9tico, \u00e1cido but\u00edrico, carbamato de etila, \u00e1lcool but\u00edlico, \u00e1lcool isoam\u00edlico, furfural e outros) atrav\u00e9s de calor. No processo de destila\u00e7\u00e3o ocorre as seguintes rea\u00e7\u00f5es: Hidr\u00f3lise, esterifica\u00e7\u00e3o, acetila\u00e7\u00e3o, rea\u00e7\u00f5es com o cobre do alambique, produ\u00e7\u00e3o de furfural e outros.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O processo de armazenamento<\/em>&nbsp;&#8211; \u00c9 o processo f\u00edsico-qu\u00edmico natural desencadeado pela estocagem da cacha\u00e7a em barris de madeira, onde h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias subst\u00e2ncias vol\u00e1teis e n\u00e3o vol\u00e1teis. essas subst\u00e2ncias s\u00e3o geradas por rea\u00e7\u00f5es entre os pr\u00f3prios componentes das bebidas em contato com a madeira que comp\u00f5em as paredes internas do barril, com o oxig\u00eanio do ar que penetra atrav\u00e9s de seus poros conferindo assim sabor aroma e apar\u00eancia a bebidas armazenada.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;Os tipos e as quantidades de compostos secund\u00e1rios que v\u00e3o formar a cacha\u00e7a durante o processo fermentativo e destilat\u00f3rio dependem de:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;a. Composi\u00e7\u00e3o do caldo de cana;<\/p>\n\n\n\n<p>b. Tipo de fermento (selvagem ou industrial);<\/p>\n\n\n\n<p>c. Condu\u00e7\u00e3o operacional do processo fermentativo e destilat\u00f3rio;<\/p>\n\n\n\n<p>d. Composi\u00e7\u00e3o do Vinho leverado;<\/p>\n\n\n\n<p>e. Tipo de material que \u00e9 feito e tamanho do aparelho utilizado na destila\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>f. Limpeza do sistema de destila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Principais componentes qu\u00edmicos secund\u00e1rios de cacha\u00e7a<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;alguns compostos secund\u00e1rios com pontos de ebuli\u00e7\u00e3o bem mais elevados do que o \u00e1lcool ou \u00e1gua podem aparecer no destilado. Isto explica porque uma vez que se encontram em baixas concentra\u00e7\u00f5es no mosto fermentado, a chance dele se associarem entre si \u00e9 bem menor do que com o \u00e1lcool ou com a \u00e1gua, presentes em grandes concentra\u00e7\u00f5es. desta forma, eles evaporam no ponto de ebuli\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool da \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; O acetalde\u00eddo e o acetato de etila apresentam baixo ponto de ebuli\u00e7\u00e3o, 21C\u00ba e 77 \u00baC, respectivamente e s\u00e3o encontrados em alta concentra\u00e7\u00e3o na fra\u00e7\u00e3o cabe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&#8211; Podem ainda ser encontrados no in\u00edcio da fra\u00e7\u00e3o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Acidos graxos e seus \u00e9steres, mesmo tendo alto ponto de ebuli\u00e7\u00e3o, podem aparecer na cabe\u00e7a e no cora\u00e7\u00e3o por serem sol\u00faveis em \u00e1lcool. Alguns exemplos s\u00e3o caprilato de etila (208 \u00baC), caprato de etila (244 \u00baC), laurato de etila (269 \u00baC), caproato de etila (166,5 \u00baC) e acetato de isoamila (137,5 \u00baC).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&#8211; O metanol (65,5 \u00baC) e os \u00e1lcoois superiores 1-propanol, isobutanol, 2-metil butanol e 3-metil-butanol, por serem sol\u00faveis em \u00e1lcool e parcialmente em \u00e1gua, s\u00e3o encontrados na cabe\u00e7a e no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; O \u00e1cido ac\u00e9tico (110 \u00b0C), o 2-fenil-etanol, o lactato de etila, e o succinato dietila, mesmo tendo ponto de ebuli\u00e7\u00e3o acima do da \u00e1gua, come\u00e7am a destilar na metade da fra\u00e7\u00e3o cora\u00e7\u00e3o por serem total ou parcialmente sol\u00faveis em \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; O furfural (167 \u00baC), por ser muito sol\u00favel em \u00e1gua, \u00e9 encontrada nas fra\u00e7\u00f5es cora\u00e7\u00e3o e cauda.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Quando o caldo de cana apresenta subst\u00e2ncias org\u00e2nicas em suspens\u00e3o essas podem se depositar no fundo do aparelho destilador e o aquecimento origina o furfural ou o hidroximetilfurfural.<\/p>\n\n\n\n<p>A parte da cabe\u00e7a do destilado \u00e9 a que concentra maior quantidade de alde\u00eddos, n\u00e3o s\u00e3o desej\u00e1veis, e tamb\u00e9m a de \u00e9steres, desej\u00e1veis. Fica, portanto, dif\u00edcil evitar que alde\u00eddos migrem para a cacha\u00e7a ou que \u00e9steres permane\u00e7am na cabe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A rea\u00e7\u00e3o do etanol compostos nitrogenados resulta na forma\u00e7\u00e3o do carbamato de etila, o que pode ocorrer antes durante e depois da destila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros componentes qu\u00edmicos da cacha\u00e7a:&nbsp; \u00e1lcool isoam\u00edlico, \u00e1lcool am\u00edlico, \u00e1lcool but\u00edlico, \u00e1lcool isobut\u00edlico, \u00e1lcool isoprop\u00edlico, \u00e1lcool met\u00edlico, \u00e1lcool n-prop\u00edlico, \u00e1lcool prop\u00edlico, \u00e1lcool sec-butilico, \u00e1lcool cet\u00edlico, alcool cin\u00e2mico, Acetato de etila, acetato de isoamila, acetato de metila, acetato de propila, 1,4-butanodiol, 2-fenil-etanol, 2-metil- butanol, 3-metil-butanol, acetalde\u00eddo, acetona, \u00e1cido ac\u00e9tico, \u00e1cido but\u00edrico, \u00e1cido c\u00e1prico, \u00e1cido capr\u00edlico, \u00e1cido l\u00e1urico, alde\u00eddo ac\u00e9tico, benzalde\u00eddo, benzoato de etila, butirato de propila, caprato de etila, caprilato de etila, caproato de etila, carbamato de etila, cobre, formalde\u00eddo, furfural, geraniol, glicerina, heptanoato de etila, hidroximetilfurfural,&nbsp; iam\u00edlico, i-butanol, isobutanol, lactato de etila, laurato de etila, mentol, metanol, n-butanol, n-butiralde\u00eddo, n-dodecanol, n-propanol, n-tetradecanol, propanol, propionato de amila, propionato de metila, succinato de etila, tanino, valeralde\u00eddo e valerato de isoamila.Fonte: (QUEIR\u00d3Z, 2019).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cacha\u00e7as produzidas no Estado da Para\u00edba<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As cacha\u00e7as paraibanas s\u00e3o produzidas em engenhos localizados, principalmente em zonas rurais e&nbsp;predomina a&nbsp; produ\u00e7\u00e3o em n\u00edvel microindustrial. Contudo, no munic\u00edpio de Cruz do Espirito Santo, o Engenho S\u00e3o Paulo chega a produzir no pico da safra de 20.000 a 30.000 litros de cacha\u00e7a por dia, caracterizando-se como pequena m\u00e9dia ind\u00fastria. Fonte: (QUEIR\u00d3Z, 2019).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-center\" style=\"grid-template-columns:auto 15%\"><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><strong>A cacha\u00e7a D&#8217;dil <\/strong>\u00e9 produzida pelo o engenho Retiro, localizado no munic\u00edpio de Bel\u00e9m- PB no Brejo paraibano.Gradua\u00e7\u00e3o Alco\u00f3lica: 42%<\/p>\n<\/div><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"1000\" src=\"http:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/15159208796_imagem-loja-virtualg-jpg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-435 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/15159208796_imagem-loja-virtualg-jpg.webp 1000w, 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loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"225\" height=\"225\" src=\"http:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/images-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-446 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/images-3.jpg 225w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/images-3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:auto 15%\"><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><strong>A cacha\u00e7a Nobre<\/strong> \u00e9 produzida pelo Engenho Nobre na zona rural de\u00a0 Sobrado- PB.<\/p>\n<\/div><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"1000\" 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do Sr. Ariano M\u00e1rio Fernandes Fons\u00eaca, localizado no munic\u00edpio Mamaguape-PB, no vale mamaguape.Gradua\u00e7\u00e3o Alco\u00f3lica: 42 %<\/p>\n<\/div><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"400\" src=\"http:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/Bandeira_Branca_400x400-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-434 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/Bandeira_Branca_400x400-1.png 400w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/Bandeira_Branca_400x400-1-300x300.png 300w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/Bandeira_Branca_400x400-1-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:auto 15%\"><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><strong>Cacha\u00e7a Triunfo<\/strong> produzida pelo o engenho Triunfo localizado no munic\u00edpio de Areia-PB, na regi\u00e3o do brejo. <\/p>\n<\/div><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"190\" height=\"198\" src=\"http:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/12\/triunfo.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-786 size-full\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:auto 15%\"><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><strong>A cacha\u00e7a Greg\u00f3rio<\/strong> \u00e9 produzida pelo o Engenho Greg\u00f3rio de Baixo-PB.<\/p>\n<\/div><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"680\" height=\"1024\" 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style=\"grid-template-columns:auto 15%\"><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><strong>A cacha\u00e7a vol\u00fapia<\/strong> existe de 1946, \u00e9 produzida pelo engenho Lagoa verde, localizado no munic\u00edpio de Alagoa Grande-PB.<\/p>\n<\/div><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"96\" height=\"128\" src=\"http:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/7435e552-a115-493a-b93c-b96578c659b1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-406 size-full\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:auto 15%\"><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><strong>A cacha\u00e7a jureminha<\/strong> \u00e9 produzida pelo engenho Serra da Jurema, localizado no munic\u00edpio de Guarabira.<\/p>\n<\/div><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"560\" 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localizado\u00a0nas v\u00e1rzeas do Rio Para\u00edba, a 28 km de Jo\u00e3o Pessoa, capital do Estado da Para\u00edba.<\/p>\n<\/div><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"1000\" src=\"http:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/36c50ce2b87f5033a6f84d98a570b159.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-441 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/36c50ce2b87f5033a6f84d98a570b159.webp 1000w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/36c50ce2b87f5033a6f84d98a570b159-300x300.webp 300w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/36c50ce2b87f5033a6f84d98a570b159-150x150.webp 150w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/36c50ce2b87f5033a6f84d98a570b159-768x768.webp 768w\" sizes=\"auto, 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Gradua\u00e7\u00e3o Alco\u00f3lica: 45%.<\/p>\n<\/details>\n<\/div><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"128\" height=\"128\" src=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/04\/50f10acd-ceba-44d5-b992-58a4188c32ba.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-47 size-full\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:auto 15%\"><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><strong>A cacha\u00e7a Serra Preta<\/strong> \u00e9 produzidas pelo engenho Serra Preta, localizado no munic\u00edpio de Alagoa Nova-PB.<\/p>\n<\/div><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"500\" src=\"http:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/12\/serra_preta_350ml-removebg-preview.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-787 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/12\/serra_preta_350ml-removebg-preview.png 500w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/12\/serra_preta_350ml-removebg-preview-300x300.png 300w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/12\/serra_preta_350ml-removebg-preview-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cana-de-a\u00e7\u00facar foi trazida para o Brasil originada do sul da \u00c1sia, com o surgimento [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":47,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-46","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/46","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/users\/47"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/46\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":789,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/46\/revisions\/789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}