{"id":29,"date":"2025-04-29T20:22:32","date_gmt":"2025-04-29T23:22:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/?page_id=29"},"modified":"2025-12-04T16:40:24","modified_gmt":"2025-12-04T19:40:24","slug":"fermentados","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/fermentados\/","title":{"rendered":"Fermentados"},"content":{"rendered":"\n<p>O vinagre, igualmente como o vinho, \u00e9 conhecido desde a antiguidade e seu nome antecede at\u00e9 as l\u00ednguas ocidentais sendo mais comumente utilizado vinagre, do franc\u00eas, vinho azedo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:61% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/04\/whatsapp-image-2019-03-18-at-17-16-41-1-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/04\/whatsapp-image-2019-03-18-at-17-16-41-1-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/04\/whatsapp-image-2019-03-18-at-17-16-41-1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/04\/whatsapp-image-2019-03-18-at-17-16-41-1-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/04\/whatsapp-image-2019-03-18-at-17-16-41-1.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>H\u00e1 milhares de anos, o homem utilizava da atividade microbiol\u00f3gica sem ter consci\u00eancia da exist\u00eancia dos microrganismos. O estudo e conhecimento dos microrganismo \u00e9 relativamente recente e surgiu da grande diversidade de subst\u00e2ncias produzidas pelos mesmos, da\u00ed ent\u00e3o, o surgimento de uma grande variedade de industrias. <\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p> igualmente como o vinho, \u00e9 conhecido desde a antiguidade e seu nome antecede at\u00e9 as l\u00ednguas ocidentais sendo mais comumente utilizado vinagre, do franc\u00eas, vinho azedo. No auge da fase cient\u00edfico-hist\u00f3rica do seu estudo , dois nomes se destacam pelas importantes descobertas sobre o assunto: Lavoisier, que em 1790 comprovou a import\u00e2ncia do oxig\u00eanio na fermenta\u00e7\u00e3o ac\u00e9tica e, Pasteur, que entre 1864 e 1868 demonstrou detalhadamente, a presen\u00e7a de um ser vivo para a consecu\u00e7\u00e3o da transforma\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool em vinagre, comprovando a exist\u00eancia da atividade microbiana. Os fundamentos do entendimento cient\u00edficos da fermenta\u00e7\u00e3o, na realidade, da a\u00e7\u00e3o de todos os microorganismos, destina-se intuitivamente para que seja poss\u00edvel controlar os processos de fermenta\u00e7\u00e3o numa forma cientifica exata pelo entendimento da atividade dos microorganismos e pelo conhecimento de que diversas bact\u00e9rias que atuam diferentemente e que as condi\u00e7\u00f5es do meio afetam de maneira b\u00e1sica a a\u00e7\u00e3o de uma mesma cepa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mat\u00e9ria-Prima<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como a produ\u00e7\u00e3o de vinagre esta relacionada a duas fermenta\u00e7\u00f5es distintas, uma primeira alco\u00f3lica e a segunda ac\u00e9tica, basicamente utiliza-se qualquer material-prima capaz de produzir \u00e1lcool que subseq\u00fcentemente ser\u00e1 utilizado na segunda fermenta\u00e7\u00e3o. Entre as mais utilizadas est\u00e3o os vinhos, sucos de frutas, cereais e tub\u00e9rculos, ou seja, todos carboidratos pass\u00edveis de sofrerem fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica. Diante disso podemos dividir as mat\u00e9rias-primas para produ\u00e7\u00e3o do vinagre em: a\u00e7ucaradas e amil\u00e1ceas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mat\u00e9rias-primas a\u00e7ucaradas: s\u00e3o as mat\u00e9rias-primas diretamente e n\u00e3o diretamente fermentesc\u00edveis, tais como: cana de a\u00e7\u00facar, beterraba, milho, mela\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Mat\u00e9rias-primas amil\u00e1ceas e feculentas: s\u00e3o as mat\u00e9rias-primas n\u00e3o diretamente fermentesc\u00edveis, tais como: gr\u00e3os amil\u00e1ceos, ra\u00edzes e tub\u00e9rculos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bact\u00e9rias utilizadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-center\" style=\"grid-template-columns:53% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"230\" height=\"171\" src=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/68afd115-d20f-428d-b163-672baab3a964.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-452 size-full\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>As bact\u00e9rias mais utilizadas para a produ\u00e7\u00e3o do vinagre s\u00e3o do g\u00eanero Acetobacter, as esp\u00e9cies deste g\u00eanero oxidam o \u00e1lcool et\u00edlico a \u00e1cido ac\u00e9tico.As bact\u00e9rias ac\u00e9ticas (Acetobacter) Gram-negativas, quando jovens, t\u00eam a forma de bastonetes elipsoidais, retos ou ligeiramente curvos, \u00e0s vezes m\u00f3veis, ocorrem isoladas, aos pares ou em cadeias e s\u00e3o obrigatoriamente aer\u00f3bias.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:&nbsp;https:\/\/images.fineartamerica.com<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><strong>Mecanismo da fermenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica \u00e9 feita por leveduras alco\u00f3licas, normalmente em cultura pura com levedo selecionado, isto \u00e9, cepas com boa capacidade de produzir \u00e1lcool. As leveduras mais comumente utilizadas s\u00e3o do g\u00eanero Saccharomyces, sendo a primeira fase da fermenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo anaer\u00f3bio cuja equa\u00e7\u00e3o simplificada \u00e9: Leveduras + C6H12O6 -&gt; 2CH3CH2OH + 2CO2 + calor. Na fermenta\u00e7\u00e3o ac\u00e9tica, n\u00e3o \u00e9 corrente o uso de culturas puras. Emprega &#8211; se uma microflora mista de Acetobacter contendo diferentes esp\u00e9cies ou variedades destas bact\u00e9rias, que \u00e9 considerado mais eficiente. O processo de oxida\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool et\u00edlico a \u00e1cido ac\u00e9tico pode ser simplificado com a seguinte rea\u00e7\u00e3o: Bact\u00e9ria Ac\u00e9tica + CH3CH2OH + O2 -&gt; CH3COOH + H2O.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Processo de Fabrica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a velocidade da acetifica\u00e7\u00e3o, quantidade de substrato introduzido e equipamentos utilizados, podemos dividir em tr\u00eas os processo de elabora\u00e7\u00e3o do vinagre:<br>\u2022 processo lento ou de Orleans (franc\u00eas);&nbsp;<br>\u2022 processo r\u00e1pido ou processo Alem\u00e3o;&nbsp;<br>\u2022 processo submerso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>\u00a0Estudos com mat\u00e9rias-primas regionais na obten\u00e7\u00e3o de vinagre em n\u00edvel laboratorial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:53% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"164\" src=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/8dba4a9f-e26f-4112-b993-c0d8a821f005.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-454 size-full\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>Desenvolvido pela pesquisadora Maria da Concei\u00e7\u00e3o Veloso, sob o monitoramento de Cl\u00f3vis Gouveia da Silva e Vital de Souza Queiroz, apresentou excelentes caracter\u00edsticas organol\u00e9pticas, principalmente no que diz respeito aos par\u00e2metros: cor, aroma e sabor. O produto confere \u00f3timos resultados quando usado em carnes e saladas.&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Vinagre de abacaxi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:53% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"315\" height=\"240\" src=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/af26acbe-763c-442d-ac0a-faf616195953.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-455 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/af26acbe-763c-442d-ac0a-faf616195953.jpeg 315w, https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/af26acbe-763c-442d-ac0a-faf616195953-300x229.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>O vinagre de abacaxi desenvolvido pelos pesquisadores Bruno Chacon e Saulo Eg\u00eddio, orienta\u00e7\u00e3o de Cl\u00f3vis Gouveia e Vital de Souza Queiroz apresentando boas caracter\u00edsticas organol\u00e9pticas, principalmente, os par\u00e2metros relacionados com aroma, cor e sabor. Podendo ser usado em carnes e saladas.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Vinagre de algaroba<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:53% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"153\" height=\"116\" src=\"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-content\/uploads\/sites\/107\/sites\/298\/2025\/07\/95a41e0b-f8a6-425d-a1df-be6a01e92af6.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-456 size-full\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>O processo de obten\u00e7\u00e3o do vinagre de algaroba desenvolvido pelo pesquisador Cl\u00f3vis Gouveia da Silva na Universidade Federal da Para\u00edba, Campus de Jo\u00e3o Pessoa. Configura-se como mais uma alternativa de aproveitamento dos a\u00e7\u00facares fermentesc\u00edveis encontrados nos frutos da algarobeira (<em>Prosopis juliflora<\/em>), na obten\u00e7\u00e3o de um produto de valor comercial reconhecido, o vinagre, poss\u00edvel de ser produzido em n\u00edvel dom\u00e9stico e com padr\u00e3o sensorial, f\u00edsico-qu\u00edmico e microbiol\u00f3gico comprovado.<\/p>\n\n\n\n<p>O produto, e o sistema simplificado para fabrica\u00e7\u00e3o de vinagres e apresentaram excelentes caracter\u00edsticas organol\u00e9pticas, principalmente, os par\u00e2metros referentes a cor, aroma e sabor. Esse perfil inovador do projeto e a qualidade do produto obtido, pode contribuir para agregar maior valor a mat\u00e9ria-prima em estudo e gerar emprego e renda nas regi\u00f5es conhecidas como polo de produ\u00e7\u00e3o da cultura da algarobeira no semi\u00e1rido.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p> O produto j\u00e1 patenteado, por\u00e9m ainda n\u00e3o \u00e9 encontrado em escala de produ\u00e7\u00e3o industrial. O vinagre de algaroba real\u00e7a o sabor e o aroma de carnes,  saladas e verduras, deixando-as mais saborosas, macias e arom\u00e1ticas. O projeto faz parte da pesquisa que visa viabilizar o aproveitamento integral das potencialidades da vagem da algarobeira como alternativa para aumentar a oferta de alimentos em regi\u00f5es semi\u00e1ridas. <\/p>\n\n\n\n<p>O sistema\u00a0 projetado para ser utilizado em n\u00edvel dom\u00e9stico ou bancada laboratorial, est\u00e1 depositado no INPI &#8211; Instituto Nacional de Propriedade Industrial. De acordo com o pesquisador Dr. Cl\u00f3vis Gouveia da Silva, Coordenador T\u00e9cnico do Laborat\u00f3rio de An\u00e1lises e Pesquisas de Bebidas Alco\u00f3licas, pertencente ao Departamento de Engenharia Qu\u00edmica e localizado no Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Para\u00edba, o prot\u00f3tipo pode ser aplicado para otimizar projetos experimentais dos processos fermentativos de produ\u00e7\u00e3o de vinagres em projetos de Gradua\u00e7\u00e3o e P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O vinagre, igualmente como o vinho, \u00e9 conhecido desde a antiguidade e seu nome antecede [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":47,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-29","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/29","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/users\/47"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/29\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":818,"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/29\/revisions\/818"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ct.ufpb.br\/lba\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}